MDB precisa ter cuidado para não frustrar "de novo" seus filiados
- Jarbas Vieira

- há 4 horas
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Em roteiro iniciado pela região Oeste, as lideranças estaduais do MDB estão se reunindo com as bases e colocando em votação quatro propostas para o futuro da sigla em 2026. As opções são: lançar candidatura própria, compor como vice de João Rodrigues (PSD), compor como vice de Gelson Merísio, numa frente de centro-esquerda, ou apoiar Jorginho Mello (PL) sem participar da majoritária.
A ideia de uma votação, exaltando a democracia, é ótima para engajar. Não há dúvidas que ela ajuda a levar os militantes aos encontros e que cria uma sensação de pertencimento aos emedebistas espalhados por toda Santa Catarina. O problema está no passo seguinte.
No Oeste, região de maior ascendência do pré-candidato João Rodrigues, a opção candidatura própria foi a vencedora, seguida pelo apoio ao ainda prefeito de Chapecó. Os percentuais não foram divulgados, porém não há dúvidas de que a opção pelo projeto próprio seguirá na ponta nos próximos encontros pelos Estado. A dúvida é: o comando do partido está pronto para este resultado?
Em 2022, Antídio Lunelli inflamou as bases, chegando de helicóptero a diversos pontos do Estado. Em Araranguá, participou de um ato com Tiago Zilli (MDB) e a festa foi grande. Ao final, os caciques do partido acabaram optando por apoiar o governador Carlos Moisés (Rep), indicando seu vice e excluíram Antídio da majoritária.
A frustração foi grande e há consenso de que o partido perdeu volume com o movimento. Repetir este erro não pode ser uma opção para uma sigla do tamanho do MDB catarinense.






















