Hospital Dom Joaquim realiza aplicação inédita de Polilaminina
- Jarbas Vieira

- há 6 horas
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O Hospital Dom Joaquim, administrado pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS) realizou nesta última quinta-feira, 2 de julho, mais um procedimento com polilaminina em um paciente com lesão medular traumática. O caso marcou um feito inédito para a instituição: foi a primeira aplicação da polilaminina em um paciente com 98 dias de lesão medular. Segundo os protocolos atualmente adotados pelos médicos responsáveis pela pesquisa clínica da polilaminina, as aplicações são realizadas, em geral, em pacientes com menos de 90 dias de lesão, o que torna este caso um importante marco para a medicina regenerativa e para a ampliação das possibilidades de acesso à terapia.
O paciente M.J. F, de 20 anos, vítima de um grave acidente de motocicleta ocorrido em 26 de março de 2026, evoluiu com lesão medular traumática completa (ASIA/Frankel A). Após 98 dias da lesão,foi submetido ao procedimento, tornando-se o 98º paciente do Brasil a receber a terapia por meio do programa de uso compassivo e figurando entre os pacientes com maior tempo de lesão até a realização do tratamento.
Desde os primeiros dias após o acidente, a família iniciou uma intensa busca pelo acesso à terapia, reunindo exames, laudos e toda a documentação necessária para o preenchimento dos rigorosos critérios técnicos exigidos pelo programa de uso compassivo. Contudo, o percurso revelou-se longo e complexo em razão da tramitação administrativa e regulatória necessária para a análise do caso.
Diante desse cenário, iniciou-se uma árdua batalha jurídica. Ao longo de mais de três meses, foram adotadas diversas medidas judiciais, incluindo pedidos de tutela de urgência, agravos e outros recursos, em uma atuação contínua e incansável do Escritório Olimpierri Mallmann Advogados Associados, por intermédio dos advogados Márcia Andréia Correia Herbert e Olimpierri Mallmann, buscando assegurar que o procedimento administrativo tivesse regular prosseguimento e que o pedido do paciente fosse efetivamente analisado pelos órgãos competentes.
Para a advogada Márcia Andréia Correia Herbert, o caso demonstra a importância da atuação integrada entre Medicina, Direito e Poder Judiciário. “Este caso demonstra que a atuação jurídica não substitui a ciência, a medicina ou os órgãos reguladores. Nosso papel foi garantir que o processo administrativo fosse efetivamente analisado, assegurando ao paciente o direito de ter seu caso apreciado dentro dos critérios técnicos e legais estabelecidos. Foram meses de trabalho intenso, com diversos recursos e uma atuação jurídica permanente para que o procedimento administrativo tivesse o devido andamento. Quando medicina, advocacia, Poder Judiciário, patrocinadora e órgãos reguladores atuam de forma integrada, quem verdadeiramente ganha é o paciente.”
Com esta aplicação, o Hospital Dom Joaquim chega ao sexto procedimento com polilaminina viabilizado pelo IMAS. O resultado reforça o compromisso da instituição com a inovação, a incorporação de tecnologias de ponta e o avanço da medicina, ampliando o acesso da população a tratamentos inovadores e consolidando o hospital como referência nacional em terapias regenerativas.





















