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  • Foto do escritorJarbas Vieira

Tendência é que aulas continuem não presenciais até o fim do ano



A situação da pandemia do coronavírus acarreta análises constantes diante de um cenário com muitas dúvidas. Os prefeitos da AMESC (Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense) têm se encontrado periodicamente a fim de reavaliar cada situação por etapas. O consenso é que se trabalhe com foco na preservação das vidas e as medidas sejam adotadas em consenso pelos 15 municípios.

Ao longo desta quarta semana de junho, com aproximadamente 400 casos no Vale do Araranguá, os gestores municipais deliberaram sobre a flexibilização para a retomada dos serviços de transporte, educação e eventos de acordo com dados do coronavírus disponíveis nos canais do Estado, em conformidade com legislação própria implementada pelo Governo Estadual e discussão do Plano Territorial de Reorganização do Calendário Escolar 2020.

O CIR (Comissão Intergestores Regional Saúde), através da coordenadora, secretária de Saúde de Meleiro, Elixsandra da Silva Mota, explanou sobre a necessidade de todas as medidas serem embasadas através das medidas de saúde. Toda a situação será respaldada diante das orientações técnicas e normativas a fim de preservar as pessoas da proliferação do vírus e terem suas vidas em risco.

Os prefeitos manterão diálogos constantes a fim de reavaliar os números e dados. Neste momento o consenso é que as aulas devem permanecer em caráter não presencial devido ao alto risco de contaminação, bem como da dificuldade de recursos financeiros e estrutura humana para reabrir as escolas. Caso a rede estadual de ensino se mantenha com aulas não-presenciais, o ano deverá ser mantido neste mesmo calendário, a menos que haja alterações significativas em relação a Covid-19.

A presidente do Colegiado de Educação da AMESC, secretária de Educação de Araranguá, Ariane Oliveira de Almeida Pereira, juntamente com a responsável pela assessoria técnica da educação da AMESC, Rosangela Paulino Alexandrino; apontaram os trabalhos em parceria com a FECAM (Federação Catarinense dos Municípios) que tem articulado um Plano de Trabalho regionalizado para a educação.

Conforme o presidente da AMESC, prefeito de Balneário Gaivota, Ronaldo Pereira da Silva, tem sido um desafio as estratégias diante de muitas incertezas, e que portanto, as decisões precisam ser por etapas, em análise aos encaminhamentos da área da saúde e jurídicos. “Sabemos que a sociedade busca respostas, mas é um vírus novo que desafia o mundo, e se hoje tomarmos uma decisão, daqui algumas semanas a situação poderá ser diferente. Pedimos a compreensão e acompanhem as atualizações do que temos para o momento. O consenso dos 15 prefeitos na AMESC é que as decisões serão pautadas pela vida humana”, observa o presidente da AMESC.

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