Sombrio: a verdade sobre o aumento do IPTU!
- Jarbas Vieira

- 10 de mar. de 2021
- 2 min de leitura

Não há inocentes em toda essa polêmica envolvendo o aumento do IPTU de Sombrio. Por mais que um tente jogar a culpa para o outro, todos têm responsabilidade, uns mais, outros menos, sobre o aumento excessivo numa época de crise econômica. Vejamos:
- Ex-prefeito Zênio Cardoso seguiu a Lei, aplicando o reajuste pelo IGPM, conforme consta. Ao verificar que o percentual seria superior a 24%, poderia ter buscado uma alternativa, ou, ao menos, incluir um desconto maior que os atuais 10% para pagamento a vista. Não o fez!
- A bancada de oposição, leia-se PP, poderia ter analisado o decreto no ano anterior, já que não é a primeira vez que os progressistas deparam-se com esse tipo de matéria, sabendo que os índices são aplicados sempre no ano anterior do calendário subsequente. Não o fez! Vale lembrar que em 2020 este mesmo projeto, votado no dia 08, seria aprovado com facilidade, haja vista a superioridade numérica da oposição.
- A prefeita Gislaine Cunha (MDB) poderia ter enviado, no início do ano, um projeto de Lei, alterando o índice de reajuste, assim como fez o prefeito de Turvo, Sandro Cirimbelli (PP), substituindo o IGPM pelo IPCA, que ficou em 4%. Também não o fez!
- Por último, a bancada de situação (atual) que não conseguiu convencer a prefeita a tomar a atitude anteriormente citada, medida mais viável, uma vez que o Legislativo não pode originar projetos que resultem em gastos ou perdas financeiras para o Executivo. Faltou habilidade para isso. E este foi o maior erro. Em resposta, poderia ter votado a favor do projeto do PP, mesmo sabendo que a prefeitura recorreria a Justiça, com grandes possibilidades de vitória. Com isso, marcaria posição (o que facilitaria em futuras negociações) e daria uma sinalização positiva para a população. Também não o fez, preferindo dividir o desgaste e mostrar fidelidade.
Agora que todos os personagens estão devidamente elencados, concordando ou não, cabe a nós, cidadãos pagadores de seus impostos, quitar o tributo a vista, com 10% de desconto, ou parceladamente. Aqueles que não o puderem, entrarão para a dívida ativa do Município e terão a possibilidade de renegociar o débito com o REFIS que será lançado em 2022. E que todos assumam suas responsabilidades.


















