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Delegada Eliane Chaves apresenta na Câmara dados e alerta sobre feminicídios

  • Foto do escritor: Jarbas Vieira
    Jarbas Vieira
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

A Câmara de Vereadores de Araranguá abriu espaço, durante a 16ª sessão ordinária, para a explanação da delegada de Polícia Civil Eliane Chaves, responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI). A participação ocorreu em atendimento ao Requerimento nº 036/2026, de autoria do vereador Jorge Ghiraldo.


Em sua fala, a delegada apresentou dados atualizados sobre a violência contra a mulher, com ênfase nos casos de feminicídio, e destacou o crescimento preocupante desses índices. Segundo ela, Santa Catarina registrou 53 feminicídios no último ano e, somente nos primeiros meses de 2026, já contabiliza aumento superior a 30% em relação ao mesmo período anterior.


A delegada também ressaltou que, em nível nacional, quatro mulheres são mortas por hora, totalizando 1.568 vítimas em 2025, além de cerca de 4.700 tentativas de feminicídio . “Não são apenas números, são vidas interrompidas, muitas vezes em contextos previsíveis e evitáveis”, afirmou.


Durante a apresentação, Eliane Chaves explicou que os feminicídios seguem um padrão recorrente, marcado por comportamentos como controle, ciúme excessivo e inconformismo com o fim de relacionamentos. Ela destacou ainda que a maioria dos crimes ocorre dentro do ambiente doméstico e é praticada por companheiros ou ex-companheiros. Outro ponto abordado foi a importância da prevenção. A delegada enfatizou que os casos não acontecem de forma repentina, sendo precedidos por sinais de violência psicológica, moral e física. “Não queremos contar mortes, queremos evitá-las”, reforçou.


A explanação também trouxe dados regionais, apontando 18 casos de feminicídio na região de Araranguá desde a tipificação do crime, além de números expressivos de tentativas, que evidenciam a gravidade da situação. Ao final, Eliane destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige atuação conjunta entre poder público e sociedade, incluindo ações de conscientização, fortalecimento de políticas públicas e incentivo à denúncia.


Autor do requerimento, o vereador Jorge Ghiraldo, que também é delegado, elogiou a apresentação e reforçou a necessidade de ampliar o debate e as ações no âmbito municipal. Ele destacou que a violência doméstica é um problema complexo, muitas vezes agravado por fatores como uso de álcool e drogas, além de questões culturais enraizadas. Ele também ressaltou a importância de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, defendendo maior estrutura para as forças de segurança e ações preventivas no município.

 
 
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