Bolsonaros colocam Jorginho em sinuca de bico
- Jarbas Vieira

- 28 de out. de 2025
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Governador Jorginho Mello (PL) não está tendo vida fácil com a questão envolvendo as pré-candidaturas ao Senado em sua futura chapa. Presidente estadual do partido, o governador está tendo dificuldades em ofertar uma das duas vagas para a Federação União Progressista, que tem Esperidião Amin (PP) como pré-candidato, por conta da imposição feita pelo ex-presidente Jair Balsonaro em colocar seu filho, o vereador carioca Carlos Bolsonaro, como pré-candidato.
Jorginho havia assimilado a situação e passou a afirmar que fez um acordo com o ex-presidente em que, cada um, faria uma indicação para a futura chapa. Assim, deixou claro que cederia a segunda vaga a Amin, como forma de garantir o apoio da Federação. O problema é que a deputada federal Carol de Toni, que também almejava a indicação, conseguiu o apoio da família Bolsonaro, como mostra a publicação de ontem do filho do ex-presidente. Ou seja, nesse cenário, as duas vagas seriam escolhidas por Bolsonaro, e não por Jorginho, fator que dificulta a articulação do político catarinense.
A base do Progressistas já começa a desconfiar de que não encontrará espaço para Amin com Jorginho e, por conta disso, já defende que o melhor caminho seria compor com João Rodrigues (PSD). Se não achar um ponto de equilíbrio entre a lealdade ao ex-presidente e a necessidade de reforçar seu palanque, o governador terá que romper com um dos lados. O resultado, independente da escolha, tende a não ser bom.























