Balneário Gaivota rejeita implantação de duas Unidades de Conservação
- Jarbas Vieira

- há 8 horas
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Em audiência pública realizada na noite de quarta-feira, 10 de junho, na Câmara de Vereadores, autoridades e representantes da sociedade civil organizada votaram por unanimidade contra a instalação de duas Unidades de Conservação em Balneário Gaivota. A proposta abrangia quase 1.000 hectares, o que, segundo lideranças locais, comprometeria o desenvolvimento do município — atualmente o 3º que mais cresce em Santa Catarina e o 9º em nível nacional.
Com a 'Casa do Povo' completamente lotada, chamou a atenção a ausência de representantes do Ministério Público Federal, autor da proposta. A mesa diretora dos trabalhos contou apenas com as autoridades municipais e o professor Dr. Sérgio Luciano Galatto, representante da UNESC, que explanou sobre estudos para viabilizar um plano focado no desenvolvimento sustentável.
Após os pronunciamentos das autoridades — que rejeitaram o plano do Ministério Público Federal (MPF) de impor as restrições ambientais —, manifestaram-se representantes de corretores, empresários, presidentes da ACIBG e do CRECI (local e regional), associações de moradores e proprietários das áreas afetadas. Na votação final, a população rejeitou em massa as duas Unidades de Conservação.

O prefeito Everaldo Kekinha (Rep) explicou que a proposta do MPF exige que a Prefeitura indenize as famílias que perderiam suas terras, um custo estimado que ultrapassa R$ 500 milhões. "Gaivota não pode parar! Esse processo se arrasta desde 2009 e agora chegou o momento de a sociedade dizer não. Desde que assumimos, investimos na preservação ambiental real: já temos mais de mil hectares conservados, incluindo o Parque da Lagoa Cortada. Vamos continuar unidos para vencer", conclamou o prefeito.
O assunto seguirá em discussão aguardando a manifestação do Ministério Público Federal.



















