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  • Jarbas Vieira

Policlínica regional: Uma obra que ninguém queria!


Estima-se que a Secretaria de Estado da Saúde tenha uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão, somente em repasses devidos a hospitais e municípios por conta de programas pactuados. A justificativa é sempre a mesma: falta dinheiro para a saúde e a demanda é sempre maior do que o orçamento disponível. O argumento pode até ser válido, porém, não é o único responsável pelo rombo. A verdade é que o Governo, em boa parte dos casos, gasta mal os seus recursos. Um bom exemplo é a badalada Policlínca Regional, obra que está em construção há quatro anos e, segundo o próprio Governo, deve passar a operar nesse ano. O problema com a Policlínica é que trata-se de uma obra que ninguém queria. Os prefeitos da região, em conversas com o Estado, ratificaram que o investimento era desnecessário e que os recursos deveriam ser utilizados na resolutividade dos casos. O colegiado dos secretários de Saúde da região também o fez, inclusive manifestando em ata sua posição contrária a policlínica. Mesmo assim, o Governo gastou algo em torno de R$ 8,2 milhões na construção do prédio, e terá um custo de aproximadamente R$ 500 mil mensais para seu funcionamento.

Por quê prefeitos e secretários foram contra a obra?

De acordo com o Estado, a policlínica prestará atendimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) em regime ambulatorial eletivo, consultas com médicos especialistas e exames. Estão previstos atendimentos com médicos especialistas das áreas de otorrinolaringologia, neurologia, endocrinologia, urologia, gastroenterologia e cardiologia. O projeto prevê também salas de endoscopia, colonoscopia, raio-x, mamografia, teste ergométrico, ecocardiograma, ultrassom, farmácia, salas de exames, refeitórios e consultórios. O que prefeitos e secretários alegam é que ela não trará nenhuma resolutividade aos casos. “O paciente fará a consulta, mas se precisar de tratamento, ou procedimentos cirúrgicos, terá que bater no serviço social. O atendimento fica pela metade. O ideal seria o Governo ter usado o espaço que há no Hospital Regional para implantar o serviço e usasse os recursos investidos na resolutividade dos casos”, comenta uma secretária de saúde que não será identificada pelo site.


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