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  • Jarbas Vieira

Prefeitura de Praia Grande em situação financeira delicada


De todas as prefeituras da região, a situação financeira de Praia Grande é a que inspira maiores cuidados. Ainda sem completar o oitavo mês de governo, o prefeito Henrique Maciel (PSDB) vem encontrando sérias dificuldades com o fluxo de caixa, pagamento de fornecedores e manutenção dos serviços básicos, como o transporte de pacientes a clínicas e hospitais da região e a manutenção das estradas. Hoje, com exceção dos balneários, Praia Grande é o único município onde o atendimento é restrito ao turno único. Medida foi tomada poucos meses depois do fim do horário de verão, onde o expediente em um turno é tradicional na região. O objetivo é economizar com água, energia, telefone e combustível.

Euforia, descontrole financeiro e a inexperiência político/administrativa

Uma série de fatores levaram ao difícil quadro. A euforia, o descontrole financeiro e a inexperiência política e administrativa da equipe de governo são alguns deles. Eleito por uma grande coligação, o prefeito assumiu a gestão com toda a equipe posta. Enquanto a maioria dos gestores foram mais cautelosos nas nomeações, Henrique começou o governo com o time completo em campo, prestigiando todos os partidos. As nomeações, algumas sem maior avaliação, não só afetaram o caixa do Município como trouxeram complicações no início do trabalho. Em menos de oito meses, por exemplo, já foram duas trocas de secretários em áreas vitais: Saúde e Administração e Finanças, prejudicando o funcionamento da máquina pública. Os 24 anos de governos peemedebistas também são um agravante. A maioria dos cargos de confiança do tucano não possui experiência em gestão pública, o que compromete a qualidade dos serviços nesta fase inicial. Convênios, empenhos, licitações e Lei de Responsabilidade Fiscal eram termos desconhecidos para muitos deles. Mesmo com a contratação de profissionais de outras cidades, não houve uma assimilação imediatada das rotinas de uma administração municipal. Além das dificuldades momentâneas esse quadro gera preocupação futura, uma vez que erros em projetos e convênios podem atrapalhar a captação de recursos nas esferas estadual e nacional. A euforia do início de mandato também é latente. A prefeitura começou o ano com o pé no acelerador em serviços como patrolamento de estradas, viagens, dentre outros. Muita coisa foi feita na arrancada, agora a palavra de ordem é contenção, e nem sempre a população compreende esta necessidade.

Remédios amargos

Após descobrir que o caixa da prefeitura não era infinito, o prefeito passou a adotar medidas de controle. Primeiro mandou para a Câmara um projeto de reduzia seu salário, do vice, e dos secretários. Depois, voltou atrás, e anunciou uma reforma de governo, onde alguns secretários seriam “rebaixados” para diretor, reduzindo assim a folha salarial. O site não tem informação se ela já está em vigor. O Samae também passará a cobrar nos próximos meses uma taxa de 100%, sobre o valor da conta de água, pelo serviço de esgoto. Na maioria das prefeituras que possuem as gestões de seus sistemas, essa taxa é de 80%. Em conversa com o site, o prefeito admitiu o momento ruim das contas públicas que forçaram sua Administração a reduzir drasticamente o ritmo. Comemorou alguns feitos, como a informatização da saúde e revitalização do balneário Bira, onde foi realizado o Bóia Cross. São ações, que segundo ele, ficarão para os próximos anos e que demandaram investimentos no início do governo. Há também uma preocupação com relação a precatórios que podem ser executados contra a prefeitura a partir de 2018. Henrique admitiu que algumas questões já foram revistas e tem a certeza de que o próximo ano será diferente.


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